engraçado como memórias físicas das pessoas parecem guardá-las numa bolha mais sólida.
como se aquele presente que você me deu atestasse que
sim!
você esteve aqui.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
terça-feira, 2 de junho de 2015
[notas do celular, 25.01.2015]
Há uma cumplicidade estranha e gostosa em se compartilhar momentos profundamente seus com estranhos.
Do ônibus que demora a chegar e se percebe que vocês, plenamente desconhecidos, se impacientam esperando o mesmo destino.
Do filme que se vê até os final dos créditos com um ou outro que seguem religiosamente essa tradição.
Do cigarro que mal se podia esperar para aliviar a ansiedade mutuamente vivida, mesmo que alheia às razões do outro.
Dos livros que se lêem e em tudo isso aquela troca de olhares desconsertada de quem se surpreende com a semelhança.
Acidentalmente há uma graça muito bem montada nessa coisa toda de se encontrar no outro.
Do ônibus que demora a chegar e se percebe que vocês, plenamente desconhecidos, se impacientam esperando o mesmo destino.
Do filme que se vê até os final dos créditos com um ou outro que seguem religiosamente essa tradição.
Do cigarro que mal se podia esperar para aliviar a ansiedade mutuamente vivida, mesmo que alheia às razões do outro.
Dos livros que se lêem e em tudo isso aquela troca de olhares desconsertada de quem se surpreende com a semelhança.
Acidentalmente há uma graça muito bem montada nessa coisa toda de se encontrar no outro.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
sexta-feira, 15 de maio de 2015
expediente.
[de 04.01.15]
E ter que ser uma pessoa forte. Mulher que pode ser posta a prova e não comete deslizes. Adotar a personalidade das heroínas - e anti-heroínas - que admira.
Isso tudo só pra viver o dia-a-dia. Recriar a rotina e salvar a própria alma da mediocridade. Salvar-se da pena de não ter conseguido ser. Do risco tão facilmente corrido de desrespeitar a si.
Novos rumos, terras novas à vista. E o medo da areia movediça ou sabe-se lá o que mais inventam para que você mantenha a planta dos pés no lugar que te fincaram desde o nascimento.
Mas nasceu pra voar. Se tem casa, ainda não sabe bem onde fica. Uma em cada cinco almas deve sofrer desse mal de querer ir. De se encontrar só quando parte, se reconhecer explorando novas terras.
Os passos ainda são pequenos.
Mundo pouquíssimo descoberto. Mas começa-se de alguma forma, não é mesmo?
Ocupar novos espaços, deixar escancarar problemas que não são tão novos assim. Admitir e segurar as pontas: o peso de ser verdadeira já se revelou grandioso noutras histórias. Mas também é incrível e paradoxal a leveza que a sinceridade nos garante. Sinceridade com todos e principalmente consigo.
E ter que ser uma pessoa forte. Mulher que pode ser posta a prova e não comete deslizes. Adotar a personalidade das heroínas - e anti-heroínas - que admira.
Isso tudo só pra viver o dia-a-dia. Recriar a rotina e salvar a própria alma da mediocridade. Salvar-se da pena de não ter conseguido ser. Do risco tão facilmente corrido de desrespeitar a si.
Novos rumos, terras novas à vista. E o medo da areia movediça ou sabe-se lá o que mais inventam para que você mantenha a planta dos pés no lugar que te fincaram desde o nascimento.
Mas nasceu pra voar. Se tem casa, ainda não sabe bem onde fica. Uma em cada cinco almas deve sofrer desse mal de querer ir. De se encontrar só quando parte, se reconhecer explorando novas terras.
Os passos ainda são pequenos.
Mundo pouquíssimo descoberto. Mas começa-se de alguma forma, não é mesmo?
Ocupar novos espaços, deixar escancarar problemas que não são tão novos assim. Admitir e segurar as pontas: o peso de ser verdadeira já se revelou grandioso noutras histórias. Mas também é incrível e paradoxal a leveza que a sinceridade nos garante. Sinceridade com todos e principalmente consigo.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
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