segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Anjo dos pesadelos...
Ainda.
Sombra dos passos. Sombra no canto do meu sorriso, ainda.
Ainda me assombra quando me forço a lembrar do antes. O gosto de casa nunca mais voltou. Desaprendi o caminho, e, concluo eu, deixei de ter um.
Parece que ainda há uma espera por socorro. Pela constância e segurança pretéritas. As coisas no lugar.

Mas há a mudança.
Mudança - reforma - tudo que couber no peito para costurá-lo. Trilho estradas que agora também são minhas, mas sem moradia.
Viajante que sou - ainda que, por hora, só de alma - passeio sem rumo. Deito a cabeça e por vezes nem lembro Teu nome. O coração aquietou. Aceitou.
O travesseiro é que às vezes sussura a sombra de um sentimento (porque as memórias se enterraram muito fundo para serem resgatadas), e é esse sentimento que quase me faz te chamar.


Me conta uma história.
Me dá a paz de ter minha mente nas tuas mãos.

É, ainda...

Eu poderia fazer riscos na parede para cada vez que você volta.
Porque você não é nada ainda, e também não faz parte.
Mas você volta.
É sutil, eu sei.
Grudamos em um esbarro, uma conexão sobrenaturalmente leve e boa.
Só que toda noite, por mais estrelada que esteja, se depara com a imposição da aurora.
Mas você volta.
Você volta.
Altivo, mas volta. O coração endureceu no baque, eu vejo. Nem sempre é fácil encontrar o sorriso de criança e o olhar de mel quando teu corpo e fala são todos braços cruzados.


Cabe ao copo a culpa ou a desculpa?
Indecisão, medo, comodidade... Não sei que nome te dou.
Sei que você volta. Eu permaneço.
E a gente se encontra.