quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

já está no final.

Estranharam as chuvas de Setembro. 
Setembro me estranhou por completo. Como criança que não reconhece nada de familiar naquele rosto que a encara, e por isso chora.
Setembro chorou. Infinitamente mais do que o tipicamente prometido para uma primavera.
Ah, e de promessas o tal Setembro estava cheio. Inflado de expectativas, bons planos e um ânimo pra ninguém botar defeito.
Só não se esperava que antes mesmo da flor, a fruta chegaria. Amarga, quase podre.

E a doçura da flor, da menina e das danças tornou-se 
s
c
o
r
r
e
g
a
d
i
a

fugindo rápido naquele (caminho) cantinho dos olhos em que a gente percebe que o sorriso não é de felicidade não. É de educação.
Sofre-se com tanta educação. O escape, o foda-se, o pau dessa barraca maldita... Coração e razão, educação e desejo. A vontade de ir. A vontade de largar. A vontade de cobrar a si mesmo e a vida a  realização daquilo tudo que já se quis.
Mas é tanto querer, menina... Querer que não coube em Setembro. Querer que não pode vir embalado no presente do próximo aniversário. Querer que você pode ver desenhado no coração, nos olhos e até na pele (sim, na pele!), mas que você ainda não tomou folêgo suficiente para desenhar com as próprias mãos.
Asas.

quando minha rotina lembra você
e o café torna-se aguado. engraçado como a boca saliva um pouco mais que o normal pela mera vontade de chorar.

abrigo é sempre um lugar perigoso quando relacionado a mim... 
medo meu, que só esse conforto todo traz - ou seria justamente a distância do conforto que me amedronta? o perigo de não ter de volta.

terça-feira, 1 de julho de 2014

"Sonho lúcido e fantasia encarnada, a ficção nos completa - a nós, seres mutilados, a quem foi imposta a atroz dicotomia de ter uma única vida, e os apetites e as fantasias de desejar outras mil."
Mário Vargas Llosa - Verdade das Mentiras 
socorro alguém me dê um coração
que esse, depois que apanhou, não quer saber de outra coisa além da pancadaria.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Jurei que...
como se tivesse força alguma pra jurar.
o que sente? você pulsa, porra. você, dos olhos tristes. onde perdeu sua vida?
Por que a perdeu?


Fadados ao tédio. Nada se extrai de um corpo como o dela.
Um copo. O dela. O cheiro te excita, um gole arde. 
Brutos goles. Brutos toques. Ela é tua.
Mas não é.

Chove forte. Por favor algum estranho segure sua mão.
Segure e faça ir - o contraditorio sempre é mais bonito.
Corra, fuja, e te entenda. 
Te atenda, mas não te ligue.
E ligue, de súbito. 

Surpresa. 



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Ah, meu bem...
Já foi...
Já fui!

Dessa história eu te cansei, me cansei e não adianta voltar agora querendo ouvi-la melhor. 
Esperei tanto que desaprendi. Sabia de cor.
Em algum ponto larguei. Em algum ponto, passei a esquecer. 
Em algum ponto, um ponto. Fim do paragrafo. Se a gente tem chance de construir outro, você me diz depois... Eu é que não insisto nessa história mal terminada.

domingo, 16 de março de 2014

she said im really not supposed to, but, yes.

viu que estava começando a entrar. 
que involuntariamente estava revisitando aqueles cômodos que trancou sem nem mesmo arrumar.
as camisetas estavam ganhando um cheiro novo - ainda que não tão querido quanto o anterior, mas assim mesmo importante. assim mesmo permanente.
permanente? erro. essa palavra foi subtraída do vocabulário e por essa razão há algo de muito errado nesse visitante. ele não pede pra entrar, mas segura sua mão todas as noites. 
e é o mesmo. há um risco tremendo em se acostumar com o seu rosto. o risco de querê-lo perto mesmo durante a manhã. de querê-lo perto enquanto se vive, e não só enquanto distrai-se. 
risco tremendo.

não se deu conta, mas ainda assim fugiu. fugiu do que poderia vir a se um desejo muito grande. 
ao fugir, causou aquele pequeno desmoronamento. uma barreira entre ambos que dificilmente seria transpassada, considerando que não haviam ainda construído entre si algo forte o bastante para querer transpassá-la. talvez tenha se aproveitado disso: aproveitou o que ainda não havia para garantir que nada viesse a ser.
considerando a inexistência, o saldo fora positivo. é a segurança de se manter e sobreviver só.
considerando o que já havia brotado... bem, ela prefere agora esquecer o quão bonito pareceu aquele pequeno germinar. prefere esquecer porque já jogou fora. jogou fora um bom início por medo de se emaranhar a ele no meio da história. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo resistir
E vou voar pelo caminho mais bonito

Clarisse.

terça-feira, 4 de março de 2014

"você sempre volta"
e voltou até mesmo no meu carnaval.
mãos dadas. teu cheiro. teus olhos. tuas mãos e todo o carinho.
mais do que corpo, coração. mas esquecemos que tem uma fantasia impregnada em mim. uma máscara que já colou na pele tão forte que queima.
mas não tiro - e não estou certa se que consigo.

colombina quer saber de tanto bem-me-quer que se deu a todos. que foi Geni o ano inteiro. esqueceu-se de quão inflamadas são essas fantasias. esqueceu-se de cuidar do coração que valia a pena. que lhe estava sendo mostrado, confiado.

é quarta-feira de cinzas. cinzas por tempo indeterminado.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

pensar que essas turbulências são brincadeira de mal gosto do destino é um jeito de aliviar a mente de que, na verdade, quem faz os problemas é você mesma.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Você sempre me dá vontades de sumir.
Mesmo agora que minha vida gira numa órbita completamente distante da tua, sinto a mesma vontade de fugir de antes. A gente sempre colide. Sempre doí. Mesmo quando a colisão faz silêncio.

A gente cresceu e se fez infeliz. Não por culpa um do outro. Afinal, essas conexões só existem na minha cabeça e coração.

A gente se fez infeliz por nunca aprender a viver.
Somos adultos com coração de criança. Eu sou a criança que fica em paz quando nossos corações batem juntos. E também sou a adolescente que te perde por querer acelerar as batidas.
Perde por querer o juntos tão perto. 


Volto a ser a criança que chora tua falta a noite. Que no clichê das madrugadas frias e sozinhas, sinte falta da tua voz com qualquer história. E queria teus olhos.

Existem milhões de pessoas mais bonitas que você no mundo.
Existem milhões de histórias mais interessantes que a sua.
Milhões de vidas pelas quais eu posso, e até mesmo de fato me encanto.
Mas continuo presa a você. Continuo vendo sentido nos teus olhos. Continuo perdendo o controle por teu cheiro. Continuo...
Continuo...
Continuo...

Quantos anos mais? Quantas vidas mais vou experimentar pra sempre concluir o mesmo? Sempre continuar sentindo tua falta. Nunca conseguir amar completo. Nunca mais? Nunca.
Um nunca dos mais longos, que vem do passado e caminha pesado pro futuro. Nunca que faz bagunça no presente e suja de sombras tudo que tento beijar. Um nunca que é você inteiro, mas que me deixa tocar partes suas só pra conhecer melhor o peso.


How could I ever forget you
once you had touched my soul?