Há uma cumplicidade estranha e gostosa em se compartilhar momentos profundamente seus com estranhos.
Do ônibus que demora a chegar e se percebe que vocês, plenamente desconhecidos, se impacientam esperando o mesmo destino.
Do filme que se vê até os final dos créditos com um ou outro que seguem religiosamente essa tradição.
Do cigarro que mal se podia esperar para aliviar a ansiedade mutuamente vivida, mesmo que alheia às razões do outro.
Dos livros que se lêem e em tudo isso aquela troca de olhares desconsertada de quem se surpreende com a semelhança.
Acidentalmente há uma graça muito bem montada nessa coisa toda de se encontrar no outro.