quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

pensar que essas turbulências são brincadeira de mal gosto do destino é um jeito de aliviar a mente de que, na verdade, quem faz os problemas é você mesma.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Você sempre me dá vontades de sumir.
Mesmo agora que minha vida gira numa órbita completamente distante da tua, sinto a mesma vontade de fugir de antes. A gente sempre colide. Sempre doí. Mesmo quando a colisão faz silêncio.

A gente cresceu e se fez infeliz. Não por culpa um do outro. Afinal, essas conexões só existem na minha cabeça e coração.

A gente se fez infeliz por nunca aprender a viver.
Somos adultos com coração de criança. Eu sou a criança que fica em paz quando nossos corações batem juntos. E também sou a adolescente que te perde por querer acelerar as batidas.
Perde por querer o juntos tão perto. 


Volto a ser a criança que chora tua falta a noite. Que no clichê das madrugadas frias e sozinhas, sinte falta da tua voz com qualquer história. E queria teus olhos.

Existem milhões de pessoas mais bonitas que você no mundo.
Existem milhões de histórias mais interessantes que a sua.
Milhões de vidas pelas quais eu posso, e até mesmo de fato me encanto.
Mas continuo presa a você. Continuo vendo sentido nos teus olhos. Continuo perdendo o controle por teu cheiro. Continuo...
Continuo...
Continuo...

Quantos anos mais? Quantas vidas mais vou experimentar pra sempre concluir o mesmo? Sempre continuar sentindo tua falta. Nunca conseguir amar completo. Nunca mais? Nunca.
Um nunca dos mais longos, que vem do passado e caminha pesado pro futuro. Nunca que faz bagunça no presente e suja de sombras tudo que tento beijar. Um nunca que é você inteiro, mas que me deixa tocar partes suas só pra conhecer melhor o peso.


How could I ever forget you
once you had touched my soul?