[de 04.01.15]
E ter que ser uma pessoa forte. Mulher que pode ser posta a prova e não comete deslizes. Adotar a personalidade das heroínas - e anti-heroínas - que admira.
Isso tudo só pra viver o dia-a-dia. Recriar a rotina e salvar a própria alma da mediocridade. Salvar-se da pena de não ter conseguido ser. Do risco tão facilmente corrido de desrespeitar a si.
Novos rumos, terras novas à vista. E o medo da areia movediça ou sabe-se lá o que mais inventam para que você mantenha a planta dos pés no lugar que te fincaram desde o nascimento.
Mas nasceu pra voar. Se tem casa, ainda não sabe bem onde fica. Uma em cada cinco almas deve sofrer desse mal de querer ir. De se encontrar só quando parte, se reconhecer explorando novas terras.
Os passos ainda são pequenos.
Mundo pouquíssimo descoberto. Mas começa-se de alguma forma, não é mesmo?
Ocupar novos espaços, deixar escancarar problemas que não são tão novos assim. Admitir e segurar as pontas: o peso de ser verdadeira já se revelou grandioso noutras histórias. Mas também é incrível e paradoxal a leveza que a sinceridade nos garante. Sinceridade com todos e principalmente consigo.
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