segunda-feira, 22 de setembro de 2014

já está no final.

Estranharam as chuvas de Setembro. 
Setembro me estranhou por completo. Como criança que não reconhece nada de familiar naquele rosto que a encara, e por isso chora.
Setembro chorou. Infinitamente mais do que o tipicamente prometido para uma primavera.
Ah, e de promessas o tal Setembro estava cheio. Inflado de expectativas, bons planos e um ânimo pra ninguém botar defeito.
Só não se esperava que antes mesmo da flor, a fruta chegaria. Amarga, quase podre.

E a doçura da flor, da menina e das danças tornou-se 
s
c
o
r
r
e
g
a
d
i
a

fugindo rápido naquele (caminho) cantinho dos olhos em que a gente percebe que o sorriso não é de felicidade não. É de educação.
Sofre-se com tanta educação. O escape, o foda-se, o pau dessa barraca maldita... Coração e razão, educação e desejo. A vontade de ir. A vontade de largar. A vontade de cobrar a si mesmo e a vida a  realização daquilo tudo que já se quis.
Mas é tanto querer, menina... Querer que não coube em Setembro. Querer que não pode vir embalado no presente do próximo aniversário. Querer que você pode ver desenhado no coração, nos olhos e até na pele (sim, na pele!), mas que você ainda não tomou folêgo suficiente para desenhar com as próprias mãos.
Asas.

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